ATLETAS


Não facilite! A dificuldade estimula a criatividade.
Não deixe para depois, ano que vem ou qualquer outra data que você acredite ser melhor.
Comece hoje, com uma pequena atitude e quando perceber grande parte do caminho já vai ter sido percorrido.
@ninameconta/

Nina Nóbrega
she/her/ela/dela 

@ninameconta
Atleta
Fashion Designer┃Atriz┃Skatista
🥉 3rd tight us national slalom
🏆 3x Campeã Brasileira de skate slalom
😎 Mostro minha rotina louca
“Deslizo entre curvas como na vida, com coragem, propósito e um sorriso no rosto, porque ser intensa é meu jeito de ir mais longe.”

#THORBOXREPAIRKIT

ENTREVISTA NA INTEGRA - REVISTADSKATE01


Nome: Marina Nóbrega Borges - Apelido: Nina


Aos 28 anos, Nina é uma das principais representantes do Slalom feminino no skate brasileiro. Bicampeã nacional e 15ª colocada no ranking mundial, ela se destaca pela técnica e constância nas pistas, sendo referência entre as atletas da modalidade.


Entre suas conquistas estão o título de Campeã Brasileira de 2024, o 1º lugar na Copa Caieiras, e o 3º lugar no US Nationals – Tight. Representou o Brasil na World Skate Games, na Itália, consolidando sua presença internacional.


Nina alia performance e carisma, promovendo o skate feminino e inspirando novas gerações. É hoje um dos nomes mais fortes do esporte no país, levando o Slalom brasileiro a novos patamares.



1. Como foi o seu primeiro contato com o skate? Você se lembra da sensação ao subir em um pela primeira vez?

A minha primeira vez na vida foi na adolescência, lá para os 13/14 anos. Eu tinha ganhado um patins da minha irmã e decidi trocar por um skate, achava muito mais a minha cara. Naquela época eu usava como meio de transporte, eu só ficava em cima do skate mesmo e pra descer as ladeiras no caminho da escola eu ia sentada parando o trânsito mesmo. 

Eu considero ‘minha primeira vez´ quando voltei a andar em 2023. Um amigo me levou lá no estacionamento do Pacaembu para me ensinar, eu já sabia remar, então ele foi me ensinando a carvear e foi ali que tive aquela sensação que só quem anda de skate sabe. O friozinho na barriga junto do vento na cara. Eu inclusive tenho o vídeo desse dia e se fechar os olhos consigo lembrar de tudo.


2. Teve alguém que te inspirou ou incentivou a seguir no skate, seja um ídolo, amigo ou familiar?

Sim! O Birinha, skatista overall e manda muito no DHS. Sempre que conquisto uma medalha ou ganho alguma visibilidade na cena do skate, lembro que foi ele quem me deu a base para começar. Se ele não tivesse me levado para andar no Pacaembu, talvez eu nem estivesse aqui dando essa entrevista (risos). Além disso, foi ele quem me apresentou ao slalom  e desde então, nunca mais parei.


3. Em que momento você percebeu que o skate poderia ser mais que um hobby e se tornar parte da sua vida profissional?

Nunca pensei sobre isso, acho que as coisas só foram acontecendo e eu cheguei até aqui. Mas eu sempre tive consciência da responsabilidade de ser uma atleta e representar o meu país. Isso sempre foi algo forte dentro de mim, então a transição do skate como hobby para o profissional aconteceu de forma natural, quase sem que eu percebesse.

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4. Quais foram os maiores desafios ou obstáculos que você enfrentou nesse caminho até aqui,  físicos, emocionais ou sociais?

Ser mulher no esporte sempre será um desafio, a gente precisa se validar duplamente, uma por ser mulher e outra por ser skatista. E as vezes é exaustivo, principalmente por falas machistas que acabam rolando - já ouvi cada coisa desvalidando minhas conquistas. Mas eu sou bem bocuda, dificilmente não falo minha opinião, principalmente assuntos relacionados ao skate e equidade de gêneros. Acredito que quanto mais incentivamos o esporte feminino mais acrescentamos para o cenário como um todo. 


5. Já pensou em desistir? O que te fez continuar?

Podemos pular essa pergunta (risos). Já pensei muitas vezes em desistir. Não tenho nenhum patrocínio fixo, tudo vem de muito esforço, dedicação e investimento pessoal. Sou designer de moda com carteira assinada, e sempre separo uma parte do meu salário para investir no skate. O que me impediu de desistir foi, sem dúvida, minha rede de apoio: amigos e familiares que estão sempre comigo. Toda vez que coloco algo à venda para arrecadar dinheiro para as viagens, todo mundo embarca na ideia e me ajuda. Além disso, algumas marcas me apoiam com materiais e recursos, como a Land Feet, Thor, Essência Skateboarding, Everhill Trucks e a SLB. Esse suporte faz toda a diferença.


6. Como é sua rotina de treinos? Existe uma preparação física ou mental específica antes de competições?

A Minha rotina de treinos é organizada dentro do possível. Próximo às competições, costumo treinar de 4 a 5 vezes por semana. Além dos treinos específicos de skate, também faço treinos de força na academia com meu personal, Daniel Rodrigues, sessões de fisioterapia com a Giovanna Donadi e acompanhamento nutricional com a Raquel Campos. Ter profissionais ao meu lado me ajuda a manter a constância e cuidar da saúde, especialmente nesses períodos mais intensos.

Nos treinos específicos, conto com o suporte do Team Brasil, os meninos são ótimos como coaching. O Thiago Gardenal me ajuda com a performance, enquanto o Pedro Fragulis ajuda com meu set up. Esse apoio técnico faz toda a diferença na preparação.

Já a parte mental, ainda estou tentando descobrir uma preparação, pois cada campeonato descubro coisas novas sobre meus limites. Eu me cobro muito para sempre dar o meu melhor e isso acaba gerando bastante estresse. Mas, no fim das contas, tudo vale a pena. Estou buscando formas de me preparar melhor emocionalmente, entendendo que essa jornada também envolve cuidar da mente, não só do corpo.


7. Você é mais do tipo que anda ouvindo música? Se sim, qual som não pode faltar no seu fone antes de uma sessão?

Então depende da modalidade. No slalom dificilmente eu escuto música, pois preciso de um tipo de concentração que não pode ser afetado pelo ritmo ,cada música dita uma velocidade diferente, e isso pode atrapalhar. Mas nas outras modalidades escuto de tudo um pouco, depende muito da vibe do dia. Escuto muito trap, rock e musicas mais antigas. Atualmente estou viciada em Yago Oproprio, então essa quase sempre escuto antes da sessão. 


8. Além do skate, o que mais faz seus olhos brilharem? Tem algum hobbie, outro esporte ou paixão fora das pistas?

Faço muita coisa fora da pista. Sou atriz e figurinista, e durante cinco anos dancei na comissão de frente do carnaval. Participei de um coletivo chamado Balaio de Gente, onde idealizava figurinos, cenografia, maquiagens e também atuava nos musicais. Ainda hoje faço aulas de canto. Atualmente, estou focada exclusivamente no skate, principalmente pelo tempo que essa prática exige. Mas não descarto voltar ao teatro no próximo ano, definitivamente é algo que me brilha os olhos.

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9. Qual foi o momento mais marcante da sua carreira até agora? Um campeonato, uma manobra, ou até uma sessão com amigos?


A mais recente foi minha medalha no tight slalom no US Nationals, no Colorado, e posso dizer que foi uma medalha pela qual literalmente dei meu sangue. Faltando cinco minutos para o início das tomadas de tempo, decidi fazer mais uma descida testando um novo jogo de rodas. No slalom, tudo é customizável, e cada pista exige ajustes específicos para encontrar o melhor equilíbrio entre agilidade e conforto. Pedi para o Pedro, que faz parte do Team Brasil, acompanhar minha descida e me dar um feedback sobre a velocidade.

Nos últimos dois cones, acabei caindo feio: abri os dois cotovelos e ralei toda a perna. Foi tudo muito rápido. Lembro do Pedro descendo para ver se estava bem, porque lá de cima a caída pareceu feia. Mas, não me machuquei a ponto de não conseguir competir, mas precisei de primeiros socorros para continuar. Depois disso, já não tinha mais nada a perder , e acho que foi isso que me deu ainda mais vontade de buscar aquela medalha.

Terminei em 5º lugar nas tomadas de tempo e fui avançando bateria por bateria. Competi com mulheres que me inspiram e que são extremamente fortes, o que tornou tudo ainda mais desafiador e enriquecedor. A quantidade de aprendizados que esse campeonato me trouxe é difícil até de colocar em palavras.


10. Existe alguma manobra que você ainda sonha em acertar, algo que seja tipo um ‘desafio pessoal’?

Tenho vários, sempre surge algo novo como desafio. Atualmente, quero ir para o Texas e descer a super rampa de 3 metros que eles usam em um campeonato de slalom por lá. Já no street, sigo na missão de acertar um flipinho(risos).


11. Como você enxerga o cenário atual do skate no Brasil? Acredita que o esporte está ganhando o espaço que merece?

O cenário atual tem me aberto muitas portas, então acredito que estamos vivendo um momento de grande visibilidade para o skate. Já no slalom, pelo o que vejo mundo a fora, é uma modalidade pouco difundida. Por isso tento, a minha maneira contribuir; produzo vídeos, realizo oficinas e busco trazer mais pessoas, principalmente mulheres. 

Acho que estamos no inicio de algo muito promissor e que ainda vai crescer muito. Tenho grandes expectativas de que o slalom se torne uma modalidade olímpica. Afinal, é uma corrida contra o tempo, como já acontece em outros esportes olímpicos como a canoagem e o ski, que também têm suas versões de slalom. Então espero que isso aconteça para que um dia para que eu possa correr um olimpíada.


12. A nova geração tem se inspirado em você. O que você gostaria de passar para quem está começando agora no skate?

Ser inspiração para outras pessoas é algo novo pra mim. No final das contas eu só estou me divertindo e tentando superar os meus próprios limites. A minha dica para quem está começando hoje é: Divirta-se, o seu rolê é apenas seu, não se compare com outras pessoas, apenas seja você e faça seu melhor. 

O skate tem dias e dias, e ele te ensina isso de um jeito ou de outro. Nem todo dia vai ser aquele em que você acerta uma trick ou zera um circuito. O mais importante é estar cercado de amigos que te incentivam e tornam tudo mais leve e divertido.



13. Você tem alguma superstição ou ritual antes de competições ou grandes sessões?

Eu achava que não tinha um ritual, mas todos os campeonatos eu sempre tento fazer uns delineados diferentes, isso definitivamente me ajuda a relaxar. Além disso, eu sempre faço minhas rezas pedindo proteção.


14. Qual lugar do mundo você sonha em andar de skate e por quê?

Nossa, tem alguns lugares que são realmente especiais. Um dos mais icônicos é Venice — não tem como não querer andar lá, né? É um lugar que respira skate. E um lugar onde eu adoraria competir é na França, bem em frente à Torre Eiffel. Já aconteceram campeonatos lá em anos anteriores, mas na época eu ainda não competia. Com certeza seria uma experiência incrível andar de skate nesse cenário.


15. Se você pudesse resumir o que o skate significa na sua vida em uma frase... qual seria?

A um tempo atrás eu fiz aquela trend do chat GPT em que você pergunta pra ele qual seria sua assinatura histórica com base em tudo que ele sabe sobre você. E curiosamente é como eu me sinto em relação ao skate. Querendo ou não, o skate é a minha forma de me expressar. Então vou usar a mesma frase que o chat criou:


“Deslizo entre curvas como na vida, com coragem, propósito e um sorriso no rosto, porque ser intensa é meu jeito de ir mais longe.”


@gilead_silva



Muito bem vindo ao nosso canal, e o Projeto Trick 60 Segundos,  convidamos você a dar uma olhada em uma seleção de vídeos de superação, fiquem a vontade, aqui temos a intensão em ajudar e apoiar respeitando seus limites, sempre mostrando na prática da melhor forma para que você possa entender e executar.
Amadores ou profissionais nos ajudando em te ajudar.
Vamos juntos vencer essa batalha.
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Gilead Silva 

@gilead_silva
Longboard Dancer - FreeStyle - FreeSurf
BERTIOGA - SP


PROJETO #TRICK60SEGUNDOS

ENTREVISTA 22/06/2022


Como surgiu o interesse pelo skate/longboard ? 

Eu treinava muito no surf e nos dias que não tinha onda precisava fazer algo para treinar e vi no Longboard algo parecido com a vibe de pegar onda só que no asfalto e desde estão me apaixonei no mundo do Longboard Dancing Freestyle e me faz superar a cada dia.


Conte sobre os seus treinos e os preparos físicos? 

Me dedico e vivo intensamente essa modalidade, vendo vídeos de referência variadas, misturando com um pouco do jeito Gilead de ser, ficando original a forma que pratico no meu dia a dia e sempre separando algumas horas do meu dia para treinar e evoluir


Como foi se adaptar e ainda conseguir evoluir nessa situação do covid ? 

Pra mim a dificuldade maior aqui no litoral foi ficar com a máscara nos treinos já que pra respirar é um pouco mais difícil com ela, mas foi um momento de boa evolução indo para um local mais isolado e assim me concentrando mais dando resultados positivos.


Onde você costuma andar de skate/longboard ? 

Fico em Bertioga Litoral norte de São Paulo, mas o local preferido fica em um espaço chamado tenda de eventos aqui na cidade, mas quando tem eventos meu local de treino é nas ruas de Bertioga me dando mais emoção já que o cenário muda constantemente.


Você costuma andar de skate sozinho ou com os amigos? 

Tenho alguns amigos sim, mas de modalidades diferentes, no long dance Freestyle dificilmente tem algum morador local, geralmente é mais turista mesmo, mas na maioria das vezes vou sozinho por não bater os horários e outra que pra concentrar no treino é um pouco melhor.


Na sua opinião qual foi a manobra mais difícil para você realizar? 

Foi a primeira chamada "Shove it", muito medo de torcer o pé na trick, mas ao acertar a alegria veio junto da confiança e até hoje não parei mais buscando novas manobras.


Qual a manobra mais louca que você já pensou em fazer, mas ainda não fez?

Não consigo explicar qual pois tem várias pra desbloquear ainda, muita trick pra aprender e esse que é o mais louco e interessante, sempre ter uma manobra nova pra tentar se tornando infinito.


Suas influências no skate / longboard ?

Hans Wouters, Lofti Lamaali, Aboubakri Seck, Desgnarlais, entre outros...


Uma mensagem de agradecimento / dica / inspiração:

Quero agradecer primeiramente a Deus por me dá a oportunidade de conhecer o Longboard pois pra mim é um estilo de vida, todos os treinos, Vídeos e Fotos postados são divulgados com muito amor sem que seja nenhum fardo pra mim e que todo essa dedicação possa inspirar a outros iniciantes como já conheci algumas pessoas que me falou estar me acompanhando e incentivando eles, isso nao tem preço. Agradecimento vai também ao Edson e @thorco.ind por acreditar em mim, me apoiando em peças e em palavras positivas, sempre juntamente da minha esposa e filha que sempre acreditou em mim estando ao meu lado.


Uma frase: 

"Nunca desista, não importa quem e o que falam pra você, acredite, e se cansar descanse, mas nunca pare de treinar, você é o seu maior aliado, e sempre dê o seu melhor todos os dias, assista vídeos, faça download se necessário e tente com seu board sem hesitar."
Uma outra dica: é filmar você mesmo, pois assim poderá ver o que possa estar errando.